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'A UE é uma ditadura': político francês apresenta cinco acusações contra o bloco

Florian Philippot acusa o bloco europeu de interferir em eleições e instituições de países-membros e defende seu fim em meio à crise política na Polônia.
'A UE é uma ditadura': político francês apresenta cinco acusações contra o blocoLegion-media.ru / J-M Quinet

Florian Philippot, líder do partido francês Les Patriotes, denunciou uma série de ações da União Europeia que, em sua avaliação, demonstram que o bloco se transformou em uma "ditadura" que "deve desaparecer".

O político francês fez a declaração ao comentar a recente crise política na Polônia. Em resposta a uma publicação que questionava suas alegações, Philippot escreveu:

"Porque a União Europeia é uma ditadura que:

  • Anulou os referendos de 2005 na França e nos Países Baixos, quando venceu o 'NÃO' à UE (mas não fez o mesmo na Espanha naquele ano, porque lá havia vencido o 'SIM').

  • Fez com que uma eleição presidencial fosse anulada na Romênia, em 2024, e depois mandou prender o vencedor soberanista. Ele continua preso.

  • Fez um europeísta vencer na Hungria, que imediatamente colocou os meios de comunicação sob controle e proibiu seus adversários de voltar a disputar eleições, para sempre.

  • Provocou a tomada do Tribunal Constitucional da Polônia para afastar os juízes soberanistas.

  • Assume que pode 'fazer na Alemanha o que foi feito na Romênia, se necessário' [declaração de T. Breton, ex-comissário europeu para o Mercado Interno, que alertou que Bruxelas poderia intervir em processos eleitorais caso considerasse necessário, como no caso romeno]", afirmou por meio do X.

"Continuamos ou já ficou suficientemente claro? A UE deve desaparecer para que os povos possam voltar a viver!", concluiu.

Philippot não foi o único político francês a comentar o caso. A deputada Marine Le Pen, da Reunião Nacional, criticou a "indiferença" e o "silêncio" da União Europeia diante da crise constitucional polonesa. Segundo ela, "não se pode pretender defender a democracia e o Estado de Direito e permanecer em silêncio quando o equilíbrio constitucional de um Estado-membro está gravemente ameaçado".