Marco Rubio nega que EUA estejam envolvidos na saída de Fávio Bolsonaro do Brasil

"Mas o presidente deixou claro que, caso ele chegasse aos Estados Unidos por um porto de entrada, sua entrada seria autorizada temporariamente, e foi o que aconteceu", esclareceu o secretário de Estado.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou que seu governo esteja envolvido na fuga do candidato derrotado Flávio Bolsonaro do Brasil.

O alto funcionário explicou que a entrada no país foi permitida, mas que o governo não participou de "nenhuma das providências que ele tomou em relação à sua saída". "Mas o presidente [Donald Trump] deixou claro que, caso ele chegasse aos Estados Unidos por um porto de entrada, sua entrada seria autorizada temporariamente, e foi o que aconteceu", esclareceu.

O filho mais velho de Jair Bolsonaro está na Flórida após entrar nos Estados Unidos junto com sua família sob um regime temporário de liberdade condicional migratória, mas é provável que consiga obter seu status permanente em breve, segundo informaram autoridades americanas ao The New York Times.

Fuga através da Argentina

Bolsonaro chegou aos EUA nesta quarta-feira (28) apesar de o Supremo Tribunal Federal brasileiro ter proibido sua saída do país e determinado a entrega de seus passaportes.

A medida foi tomada no âmbito de uma investigação sobre lavagem de dinheiro. O político viajou acompanhado de sua esposa e da duas filhas.

Segundo os registros migratórios argentinos, a família entrou no país na terça-feira, 27 de outubro, às 22h50, pela ponte internacional Tancredo Neves.

Posteriormente, embarcou em Puerto Iguazú em um avião Gulfstream G400, da empresa Baires Fly, que decolou às 00h21 do dia 28 de outubro com destino declarado a Guayaquil, no Equador, antes de seguir para Miami.

As autoridades argentinas alegaram que os quatro viajantes apresentaram documentação válida e não possuíam impedimentos registrados para entrar em território nacional.

A viagem gerou uma controvérsia política e judicial na Argentina. A promotora Paloma Ochoa solicitou medidas preliminares para apurar se funcionários do governo de Javier Milei facilitaram, de forma irregular, o deslocamento do ex-candidato.

Por sua vez, o Poder Executivo negou qualquer participação indevida e afirmou ter entregue à Justiça os registros migratórios e aeroportuários correspondentes. O chefe de Gabinete, Diego Santilli, sustentou que não havia nenhum alerta da Interpol que impedisse o trânsito de Bolsonaro pelo país.