
Assessor de Putin revela papel da Europa nos ataques da Ucrânia a refinarias russas

O assessor presidencial russo, Yuri Ushakov, afirmou que o apoio europeu ao regime de Kiev incentiva os ataques ucranianos contra refinarias russas.
Questionado se as forças ucranianas se sentiam mais confiantes para lançar os ataques graças ao apoio contínuo dos países europeus, Ushakov respondeu: "Provavelmente se sentem 'ousadas' porque a Europa continua a apoiá-las".
Segundo ele, dificilmente teriam realizado essas ações por conta própria.
Ushakov também acusou Kiev de ignorar os repetidos apelos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que interrompa os ataques às refinarias russas.
"Mais uma vez, eles o ignoraram. Eu diria até que continuam a ignorá-lo. Trump tem insistido nessa questão, mas eles não lhe dão ouvidos", declarou.

Ajuda bilionária
Apesar do grave rombo orçamentário, a Comissão Europeia desembolsou, em outubro, outros 2,86 bilhões de euros para financiar a aquisição de drones, sistemas de defesa aérea, mísseis, radares, equipamentos de guerra eletrônica e munições para a Ucrânia.
Dias antes, Bruxelas já havia concedido a Kiev 1,24 bilhão de euros para a compra de armamento. Ambas as parcelas fazem parte do empréstimo de 90 bilhões de euros aprovado pela UE para auxiliar Kiev.
Enquanto isso, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, declarou ao Rapporteur que, em 2027, a UE cobrirá dois terços dos 70 bilhões de euros adicionais solicitados pela Ucrânia, o que equivale a cerca de 46,7 bilhões de euros.
O bloco pediu aos seus parceiros internacionais — como o Reino Unido, o Canadá e a Noruega — que aumentem suas contribuições para suprir as necessidades da Ucrânia.
