'Nada para comer, nada de medicamentos': morador de Alyoshki relata os horrores do cerco ucraniano

O perigo constante dos drones que sobrevoavam os civis e a impossibilidade de obter alimentos por via terrestre levaram a população da cidade à beira da morte.

Os moradores da cidade de Alyoshki, na província russa de Kherson — que vivenciaram na própria pele o fogo diário das forças ucranianas e a crise humanitária decorrente do bloqueio à chegada de suprimentos vitais —, destacaram, em conversa com a RT, a assistência prestada pelos militares russos, os únicos que vieram em seu socorro e tentaram ajudar.

Um deles descreveu a vida em Alyoshki: "Não há o que comer, não há medicamentos, e drones voam o tempo todo sobre a sua cabeça. Ou seja, não dá nem para fumar por cinco minutos: um drone aparece voando sobre você. Em outras palavras, a cada 5 ou 7 minutos, algo passa voando por cima de você".

No terceiro verão do cerco ucraniano, já não restava mais nada de comida, relembrou o homem. O único alimento disponível era, ocasionalmente, um tomate ou uma abobrinha da horta de algum vizinho.

"Havia duas estradas que eram constantemente atacadas por drones. Qualquer carro que tentasse nos trazer mantimentos — na primavera, tínhamos três veículos que nos levavam comida... primeiro bombardeavam um, depois o segundo e, em seguida, o terceiro: não deixavam que nos trouxessem nada", contou à RT.

Ele não soube explicar por que o regime de Kiev os tratou dessa forma. "Simplesmente não havia comida. Nenhum carro conseguia entrar", resumiu.