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Moradora de Alyoshki conta como foi evacuada por soldados russos: 'Me guiavam por meio de drones'

A mulher relatou que teve que caminhar por cinco horas com um rádio comunicador na mão.
Moradora de Alyoshki conta como foi evacuada por soldados russos: 'Me guiavam por meio de drones'RT

Uma moradora da cidade de Alyoshki, situada na margem esquerda do rio Dnieper, na província russa de Kherson, contou à RT como foi retirada da localidade por soldados russos. Ela relatou que a cidade foi constantemente bombardeada por Kiev. 

A mulher afirmou que teve que caminhar por cinco horas com um rádio na mão, acompanhada por drones russos que lhe indicavam o caminho a seguir.

"Eu vinha do assentamento —morava em um assentamento, é assim que chamam o bairro— e levei cinco horas caminhando de lá até o hospital. Fui guiada por drones dos soldados russos. Deram-me um rádio comunicador e eu simplesmente continuei caminhando. Eles me orientavam, dizendo: 'Vá por aqui', 'vá por ali'", relembrou.

Ela contou que, na noite em que planejava partir, as forças ucranianas lançaram um explosivo sob sua varanda. "Tudo estava em chamas. Esquadrias de janelas, vidros, louças... tudo foi pelos ares; os tapetes estavam pegando fogo. Foi isso: não sobrou mais nada", declarou.

Uma cidade sob o cerco de Kiev

Desde maio de 2026, vários produtos deixaram de chegar a Alyoshki, relataram moradores ao correspondente de guerra da RT, Philipp Prokudin. Em meio à escassez de alimentos, alguns habitantes sobrevivem comendo preparações feitas em casa.

"Não temos comida, água nem lenha para o inverno... Você vai dormir pensando se amanhã vai ter o que comer, porque hoje não comeu nada. E amanhã também não vai comer. É assim mesmo", relatou um morador à RT.

Os drones ucranianos lançam diariamente entre sete e 36 minas em diferentes trechos das estradas, afirmou Ruslan Khomenko, chefe do distrito municipal de Alyoshki. Segundo ele, Kiev ataca até mesmo aqueles que transportam ajuda humanitária.

A cidade permanece constantemente sob ataques de drones, denunciou outro morador. "Nossa casa foi atingida três vezes. As janelas e as portas foram destruídas. À noite, você está dormindo... e tudo começa a zumbir. Pronto, lá vem aquele maldito drone", contou.

Por sua vez, as forças russas começaram a implementar, a partir das 4h de terça-feira (horário de Moscou), o cessar-fogo no âmbito de uma operação humanitária internacional na cidade.