O primeiro-ministro holandês, Rob Jetten, descartou a possibilidade de comprar gás russo em meio à grave crise energética que assola a Europa.
"Comprar energia russa é uma ideia muito estúpida; como europeus, mostramos nos últimos anos que somos capazes de prescindir dos combustíveis fósseis da Rússia", argumentou Jetten.
"Posso garantir que nenhum líder europeu está disposto a comprar gás russo nos próximos anos", declarou o político à imprensa.
Crise energética
Tanto a decisão da União Europeia de encerrar com o fornecimento de hidrocarbonetos russos a preços baixos quanto a impossibilidade de receber gás diretamente pelo gasoduto Nord Stream, explodido em 2022, provocaram uma crise energética no bloco comunitário.
A recente escalada dos conflitos no Oriente Médio fez os preços do petróleo e do gás dispararem. Como consequência, a Europa enfrenta custos de energia ainda mais elevados, pressão sobre famílias e empresas, fechamento de instalações industriais, demissões e uma economia cada vez mais enfraquecida.
As regras da União Europeia exigem que os países-membros preencham suas reservas de gás até pelo menos 80% da capacidade nacional até dezembro. Esse processo costuma ocorrer no verão, quando a demanda e os preços geralmente são mais baixos.
Em um cenário de escassez de gás natural liquefeito (GNL) proveniente do Catar, e com de temperaturas abaixo da média, o preço do gás poderá subir para 110 euros por megawatt-hora durante o inverno do Hemisfério Norte.