'Masoquistas políticos': Lavrov afirma que elites europeias não se preocupam com seus povos

O chanceler russo denunciou que, no Ocidente, exige-se dos cidadãos que sacrifiquem salários, empregos e serviços médicos com o único objetivo de "derrotar a Rússia".

Os atuais dirigentes europeus e ocidentais deixaram de lado o bem-estar de seus próprios cidadãos devido à sua obsessão geopolítica de confrontar Moscou, declarou o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov. A fala ocorreu durante uma entrevista com diretores de veículos de mídia africanos, às vésperas da terceira cúpula Rússia-África.

"Há representantes das elites ocidentais — e são justamente eles que aparecem o tempo todo nas telas e nas redes sociais, definindo a face do Ocidente no mundo moderno — que não se preocupam com os interesses de seus povos, nem com os interesses de seus Estados", afirmou o chefe da diplomacia russa.

Lavrov acrescentou que alguns desses dirigentes declararam a Rússia "como adversária e outros, diretamente como inimiga". 

"Sacrificar tudo para derrotar a Rússia"

Lavrov apontou que Bruxelas tenta controlar a sua opinião pública por meio da desinformação, sob a premissa de que "é preciso sacrificar tudo: é preciso sacrificar salários, postos de trabalho, o alcance dos serviços médicos e, de modo geral, os benefícios sociais, para que a Ucrânia derrote a Rússia".

"O principal para nós não é a Alemanha, nem a União Europeia, nem a OTAN, nem os EUA, nem a China; o principal é derrotar a Rússia" — citou, como exemplo, as palavras do chanceler alemão, Friedrich Merz.

"São masoquistas políticos, por assim dizer", ironizou o ministro, ressaltando que essa estratégia fracassa "porque as pessoas sentem a piora de sua situação nos países europeus". Lavrov destacou que o descontentamento social já se reflete em protestos em Paris e em outras cidades europeias.

Além disso, o chanceler denunciou que tais elites se esforçam para "restringir, por todos os meios, o acesso de seus eleitores à informação", fechando veículos de comunicação, limitando o alcance destes ou expulsando jornalistas.