A Justiça italiana adiou para 24 de novembro a audiência para reavaliar o pedido de extradição de Carla Zambelli, ex-deputada brasileira condenada a 5 anos e 3 meses de prisão por perseguir um homem armado após uma discussão política nas ruas de São Paulo, às vésperas do segundo turno das eleições de 2022, informou imprensa.
A audiência já havia sido adiada anteriormente por uma greve de advogados criminalistas na Itália e deveria acontecer nesta terça-feira (27).
Se a extradição for autorizada, Zambelli poderá ser enviada ao Brasil para cumprir a pena. A sessão na Corte de Apelação de Roma ia analisar dúvidas dos juízes sobre as condições carcerárias no Brasil.
Defesa cita garantias médicas e contesta retorno ao Brasil
Em julho, a Corte de Cassação italiana anulou uma decisão favorável à extradição devido à falta de garantias sobre a assistência médica que Zambelli receberia na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, e ela permanece em liberdade na Itália desde maio.
O advogado brasileiro da ex-deputada, Eduardo Maurício, declarou estar confiante em uma decisão contrária à extradição, enquanto a defesa já havia alegado que o retorno ao Brasil equivaleria a uma "sentença de morte".
- Além da pena relacionada ao episódio com a arma, Zambelli recebeu 10 anos e 8 meses de prisão pela invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), caso em que a Justiça italiana também rejeitou o pedido de extradição por considerar que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes não poderia julgar o processo por ser, ao mesmo tempo, "juiz e vítima" dos atos investigados.