
Em segredo, França preparou bloqueio das redes sociais diante de protestos, aponta imprensa

Dois dias antes da última manifestação em massa registrada na França, o primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, pediu às principais operadoras de telecomunicações que se preparassem para suspender o acesso a redes sociais em caso de novos episódios de violência urbana, segundo reportagem do Blast.
Em memorando enviado às operadoras Orange, Bouygues Telecom, Free e SFR, Lecornu mencionou Snapchat, TikTok, Instagram* e Twitter, solicitando que os preparativos técnicos começassem imediatamente.

A suspensão poderia durar algumas horas e ser aplicada durante o fim de semana.
O governo justificou a iniciativa com os tumultos, saques e episódios de violência registrados em manifestações anteriores, alegando que as plataformas facilitavam a organização de saques e a troca de informações sobre alvos e posições das forças de segurança.
As operadoras, porém, questionaram a proporcionalidade e a eficácia da medida, destacando a facilidade de contornar o bloqueio e a ausência de provas de que alternativas menos restritivas tivessem sido esgotadas.
Também exigiram garantias formais para a execução da ordem.
*Rede social que integra a Meta, conglomerado classificado na Rússia como uma organização extremista.
