A Meta* afirmou que o canal do WhatsApp "Exército do Lula" não viola as políticas da empresa, de acordo com o portal g1. A manifestação foi enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após o ministro Kassio Nunes Marques solicitar informações técnicas sobre o funcionamento do canal.
"A análise do Canal à luz das Diretrizes de Canais [...] constatou que não há violação das políticas", declarou a empresa, que também apresentou esclarecimentos sobre a preservação de dados e a inexistência de serviços pagos na interface.
Nunes Marques havia concedido prazo de 24 horas para a entrega de um relatório técnico, atendendo a um pedido da campanha do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL). A solicitação envolve a verificação do plano de conformidade firmado pela Meta com o TSE para prevenir riscos à integridade do processo eleitoral.
A decisão determina que a empresa explique os critérios utilizados para distinguir uma "mobilização legítima" de um "comportamento coordenado potencialmente irregular".
Segundo o ministro, o objetivo é analisar "o confronto entre as providências formalmente informadas à Justiça Eleitoral e o funcionamento do mecanismo questionado".
A Meta também ressaltou que os canais do WhatsApp seguem regras diferentes das aplicadas ao Instagram e ao Facebook. Os termos de serviço do aplicativo proíbem o uso da plataforma para "coordenar danos, publicar falsidades ou deturpações, fazer-se passar por alguém ou enviar comunicações ilegais ou não permitidas", incluindo mensagens em massa e automatizadas.
*Classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.