Notícias

Fóssil de 2 milhões de anos pode revelar a presença mais antiga de um Homo erectus adulto

A análise também revelou que o Homo erectus compartilhava a região com o Paranthropus robustus, um hominídeo de dentes enormes e músculos mastigatórios poderosos.
Fóssil de 2 milhões de anos pode revelar a presença mais antiga de um Homo erectus adultoDEA / L. DE MASI / De Agostini / Gettyimages.ru

Uma nova análise de fósseis realizada por uma equipe internacional de pesquisadores encontrou evidências de que o Homo erectus habitava o sul da África há cerca de 2 milhões de anos, aproximadamente 200 mil anos antes do que indicavam os fósseis adultos conhecidos anteriormente.

O estudo foi liderado pela Universidade La Trobe, na Austrália.

Os pesquisadores analisaram fósseis descobertos entre 1992 e 2019 na Caverna Drimolen, na África do Sul, e identificaram um fragmento de crânio adulto, datado de cerca de 2 milhões de anos, que atribuíram provisoriamente ao Homo erectus.

Se confirmada, a identificação fará dele o exemplar adulto mais antigo conhecido da espécie.

A análise também revelou que o Homo erectus compartilhava a região com o Paranthropus robustus, um hominídeo de dentes enormes e músculos mastigatórios poderosos.

Os fósseis desta última espécie eram muito mais numerosos, o que sugere que o Homo erectus era relativamente raro naquele ambiente.

"Há 2 milhões de anos, o Paranthropus robustus era mais de dez vezes mais numeroso que o Homo erectus em Drimolen. Naquela época, nossos ancestrais pareciam ter pouquíssimas chances de sobrevivência", destacou o Dr. Martin.