A China criticou a estratégia da União Europeia (UE) para o Ártico, que aponta a crescente presença chinesa na região e a cooperação com a Rússia como preocupações de segurança. Pequim afirmou que a divisão de países em blocos, baseada na "mentalidade da Guerra Fria", e o estímulo a confrontos geopolíticos prejudicam a paz e a estabilidade regional.
"Dividir os países em blocos, fruto da mentalidade da Guerra Fria, e incitar confrontos geopolíticos não contribuem para a paz, a estabilidade e o desenvolvimento da região ártica", declarou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, em coletiva de imprensa.
A declaração foi uma resposta a uma pergunta da RT sobre as críticas europeias à presença chinesa no Ártico. A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, havia alertado contra a possibilidade de a Rússia e a China dominarem as rotas de navegação da região.
Mao afirmou que o Ártico envolve interesses comuns da comunidade internacional e defendeu o respeito ao direito dos países de realizar atividades na região conforme as normas internacionais.
"As atividades da China no Ártico visam promover a paz, a estabilidade e o desenvolvimento sustentável da região. Elas estão em consonância com o direito internacional", declarou.
A coletiva também abordou a cooperação entre Pequim e Moscou. O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, e o primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, copresidiram recentemente a 31ª reunião regular entre os chefes de governo dos dois países, em São Petersburgo.
Segundo Mao, os dois governos concordaram em ampliar a cooperação em áreas estratégicas, fortalecer os intercâmbios entre suas populações e intensificar a coordenação em assuntos multilaterais. A porta-voz também destacou a importância da parceria sino-russa para a estabilidade internacional.