OTAN, UE e regime de Kiev: quais são os alertas do ministro da Defesa da Rússia

Na avaliação de Andrey Belousov, a rápida militarização da Europa é particularmente perigosa, pois está transformando sua indústria para fins militares e preparando a infraestrutura para permitir o rápido deslocamento de forças armadas.

O ministro da Defesa da Rússia, Andrey Belousov, classificou como "complicada" a situação político-militar envolvendo seu país e Belarus, denunciando uma atuação agressiva do Ocidente contra os dois Estados.

"A OTAN, a União Europeia e o regime de Kiev estão deliberadamente seguindo o caminho da escalada", declarou o ministro em Minsk (Belarus).

Em sua avaliação, a rápida militarização da Europa é particularmente perigosa, pois está transformando sua indústria para fins militares e preparando a infraestrutura para permitir o rápido deslocamento de forças armadas.

Na fronteira oriental europeia, ao longo das fronteiras de Belarus e da Rússia, observa-se uma ampliação da presença militar conjunta.

Até 2027, a OTAN planeja transformar oito batalhões multinacionais em brigadas no flanco oriental.

"Fortalecer a cooperação para garantir a segurança"

"Tudo isso exige que respondamos prontamente às mudanças na situação político-militar, fortaleçamos a cooperação [bilateral] para garantir a segurança e desenvolvamos o potencial militar", declarou Belousov.

Para isso, Moscou e Minsk estão aperfeiçoando as formas de emprego conjunto de suas Forças Armadas.

Além disso, são realizados regularmente exercícios de coordenação de combate entre as formações e unidades militares designadas para atuar no âmbito do agrupamento regional conjunto de tropas.

O ministro da Defesa não apenas compartilhou suas preocupações durante a reunião com autoridades e altos comandantes militares de Belarus, mas também ressaltou que o nível alcançado pela cooperação multifacetada no âmbito do Estado da União garante a execução operacional das missões destinadas a "neutralizar todo o espectro dos desafios e riscos contemporâneos à segurança" dos dois países-membros.