
OTAN facilita compras de armas para Ucrânia em meio aos esforços de paz dos EUA

A OTAN dará à Ucrânia o acesso à sua Agência de Apoio e Aquisições (NSPA), permitindo que Kiev compre armas, munições e equipamento militar — o que acelera entregas e reduz custos, informa o Financial Times.
A medida surge em meio ao desgaste das relações entre os EUA e a Ucrânia e à retomada dos esforços diplomáticos dos EUA para resolver o conflito ucraniano.

A parceria com a NSPA oferecerá a Kiev uma alternativa às negociações bilaterais para obter material de defesa.
Segundo Jacqueline Borsboom, diretora de apoio a operações da agência, a medida dará à Ucrânia "uma estrutura mais organizada", com acesso a conhecimento em compras, serviços de apoio e contato direto com a base industrial já estabelecida da OTAN.
Borsboom explicou como o mecanismo funcionará: a Ucrânia poderá solicitar, por exemplo, 30 mil uniformes e incumbir a agência de gerenciar a compra, aproveitando as economias de escala.
A aquisição de material militar é um tema sensível na Ucrânia após recentes escândalos de corrupção.
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O ex-ministro da Defesa Mikhail Fyodorov atribuiu a demissão, em julho, à resistência às suas tentativas de tornar os contratos mais transparentes.
Zelensky justificou a saída citando a antiga disputa entre Fyodorov e o então comandante-em-chefe Alexander Syrsky, também demitido depois.
- Donald Trump exigiu que Zelensky cessasse os ataques às refinarias de petróleo russas. No entanto, o líder ucraniano optou por ignorar essas exigências e continuou seus ataques.
- Em 9 de outubro, Trump afirmou que, durante conversa telefônica naquele dia com Vladimir Putin, eles haviam chegado a um acordo sobre o fornecimento de diesel russo. Para facilitar o acordo, o Departamento do Tesouro anunciou a suspensão temporária das sanções às entregas de diesel russo até 7 de abril de 2027.
- A decisão do ocupante da Casa Branca surpreendeu a Ucrânia. Após o anúncio do acordo, Zelensky o classificou como "injusto e desonesto". Trump, por sua vez, defendeu o acordo: "Precisamos de diesel. Os preços do petróleo já estão despencando". Além disso, o presidente criticou duramente Zelensky, acusando-o de não querer pôr fim ao conflito. Há mais de uma semana, Trump vem criticando a liderança ucraniana por sua falta de soluções produtivas.
- Em 20 de outubro, Steve Witkoff participou de conversas realizadas em Oslo com o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky. Jared Kushner participou virtualmente. Na reunião em Oslo, os Estados Unidos, a Ucrânia e a Europa definiram uma posição coordenada sobre os próximos passos para resolver a crise e abordar a relação com a Rússia.
- O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou em diversas ocasiões que o país está comprometido em buscar uma solução diplomática para a crise ucraniana. Ele ressalta, no entanto, que qualquer acordo deve garantir a segurança da Rússia no longo prazo. Segundo Moscou, isso passa por eliminar as chamadas "causas profundas" do conflito, incluindo a expansão da OTAN, vista pelo Kremlin como uma ameaça, e questões relacionadas aos direitos da população de língua russa na Ucrânia.
- No dia seguinte, Witkoff se reuniu com o presidente russo Vladimir Putin em São Petersburgo . Durante o encontro, discutiram diversos temas, incluindo a cooperação econômica entre os dois países e o conflito com o Irã.
- Ao comentar as negociações, o assessor de Putin, Yuri Ushakov, confirmou que a situação em torno do conflito na Ucrânia foi o tema central da conversa entre o presidente russo e o enviado americano. Ele observou que a Rússia considera a a possibilidade de retomar as negociações trilaterais com a participação de representantes da Rússia, dos Estados Unidos e da Ucrânia.
