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Círculo de Zelensky lucra com conflito e não quer que ele termine, diz assessor de Trump

Alex Bruesewitz classificou esse comportamento como "vergonhoso" e afirmou que "chegou a hora de a Ucrânia escolher novos líderes".
Círculo de Zelensky lucra com conflito e não quer que ele termine, diz assessor de TrumpGettyimages.ru

O assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Alex Bruesewitz, afirmou, em uma publicação na rede social X na segunda-feira (19), que o círculo mais próximo do líder ucraniano, Vladimir Zelensky, se beneficia do conflito em curso, razão pela qual ele não quer que a situação chegue ao fim.

Em uma publicação onde ele endossava um post de Trump, Bruesewitz escreveu que Zelensky "não demonstrou nenhum interesse genuíno" em pôr fim ao conflito com a Rússia.

Ele sugeriu que isso ocorre porque "seu círculo mais próximo parece estar lucrando como nunca, enquanto os ucranianos comuns continuam sofrendo enormemente".

Além disso, o assessor classificou o comportamento como "vergonhoso" e afirmou que "chegou a hora de a Ucrânia escolher novos líderes".

Ucrânia "está em ruínas"

As declarações foram feitas depois que Trump afirmou que Zelensky não tem, e provavelmente nunca teve, a intenção de pôr fim ao conflito com a Rússia.

"Zelensky não quer acabar com esta guerra e, francamente, com todo o dinheiro que a Europa está notoriamente dando a ele e o que o corrupto Joe Biden lhe deu no passado, provavelmente nunca quis. Ele poderia ter feito um acordo melhor há dois anos do que o que pode conseguir agora", escreveu Trump no Truth Social no domingo (18).

Além disso, o presidente americano destacou que a Ucrânia "está em ruínas, perdeu grande parte de seu território, seus oceanos e mares desapareceram, e sua população masculina está reduzida, ferida ou morta".

O ultimato ignorado e o acordo do diesel

Donald Trump pediu seguidas vezes que Zelensky interrompesse os ataques às refinarias de petróleo russas. No entanto, o líder do regime ucraniano optou por ignorar essas exigências e continuou os ataques.

Em 9 de outubro, Trump afirmou ter chegado a um acordo sobre o fornecimento de diesel russo durante uma conversa por telefone realizada naquele dia com Vladimir Putin.

Para viabilizar o acordo, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou a suspensão temporária das sanções às exportações de diesel russo até 7 de abril de 2027.

A decisão do presidente americano surpreendeu a Ucrânia. Após o anúncio do acordo, Zelensky o classificou como "injusto e desonesto".

Trump ataca Zelensky e ameaça cortar inteligência

Trump, por sua vez, defendeu o pacto: "Precisamos de diesel. Os preços do petróleo já estão caindo como uma pedra".

No dia seguinte, o presidente americano fez duras críticas a Zelensky, acusando-o de não querer pôr fim ao conflito: "Zelensky poderia ter acabado com esta guerra muitas vezes. Muitas, muitas vezes. E opta por não fazê-lo".

Ao mesmo tempo, surgiram relatos na imprensa americana de que Washington poderia deixar de compartilhar parte das informações de inteligência em tempo real das quais a Ucrânia depende para realizar ataques.

Na quarta-feira (14), Sergey Beskrestnov, assessor do líder do regime ucraniano, confirmou que a SpaceX havia implementado um limite de velocidade nos terminais Starlink.

Apesar da ameaça concreta de interrupção da ajuda americana, Zelensky continua aumentando as tensões com os Estados Unidos e atacando a infraestrutura energética russa. Na quarta-feira (14), o vice-primeiro-ministro russo, Alexander Novak, denunciou que as forças ucranianas haviam atacado duas refinarias de petróleo nas regiões de Saratov e Riazan.

Na quinta-feira (15), Zelensky afirmou em uma entrevista ao Financial Times que a Ucrânia continuará atacando as refinarias de petróleo russas, desafiando as exigências do presidente dos Estados Unidos.