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Mauro Vieira explica porque Trump não deve classificar PCC e CV como organizações terroristas

Ministro das Relações Exteriores diz que o governo apresentou duas propostas aos Estados Unidos para combater o crime transnacional, mas ainda não recebeu resposta.
Mauro Vieira explica porque Trump não deve classificar PCC e CV como organizações terroristasGettyimages.ru / Celal Gunes/Anadolu

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou, em entrevista ao Estadão, que facções criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), não devem ser equiparadas a organizações terroristas.

Segundo o chanceler, a diferença está nos objetivos dos grupos: enquanto as facções buscam lucro financeiro, organizações terroristas podem ter como meta o controle de governos e territórios.

"As organizações criminosas brasileiras, cuja classificação como organizações terroristas fomos contra, são organizações que visam o lucro financeiro monetário", declarou Vieira.

O ministro também destacou que o crime organizado brasileiro provoca sofrimento nas comunidades onde atua, mas argumentou que isso não torna as facções equivalentes a grupos terroristas.

Vieira defendeu ainda que o Brasil mantenha uma estratégia própria de combate ao crime organizado transnacional.

Ao comentar a decisão de não participar do Escudo das Américas e da abordagem militar dos Estados Unidos contra o narcotráfico associado ao terrorismo, ele afirmou que a iniciativa não atende plenamente aos interesses brasileiros.

Segundo o chanceler, o governo brasileiro apresentou duas propostas aos Estados Unidos para combater esses crimes, mas ainda não recebeu resposta.