
Lavrov classifica sequestro de Maduro como uma 'aventura sem precedentes' do Ocidente

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, classificou, nesta terça-feira (20), o sequestro do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da primeira-dama, a deputada Cilia Flores, como uma ação extrema do Ocidente e uma demonstração da tentativa das potências ocidentais de preservar sua influência em um momento de mudança na ordem mundial.

"O Ocidente nunca mais voltará a ser o principal ator, aquele que dita as regras. Ele se lança a todo tipo de excessos e empreende aventuras sem precedentes. Basta ver o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, juntamente com sua esposa", afirmou o chanceler em um evento com graduados universitários que ingressaram no serviço diplomático russo.
Ele acrescentou que o mundo atravessa um ponto de inflexão marcado pelo fim da hegemonia ocidental e pelo surgimento de um sistema internacional multipolar e policêntrico.
Os países ocidentais tentam preservar um domínio do qual, segundo suas palavras, se beneficiaram durante séculos.
- Maduro foi levado de sua casa em janeiro, juntamente com Cilia Flores, enquanto tropas americanas bombardeavam Caracas. De lá, foram transferidos para o Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York, sob acusações infundadas de narcotráfico. Ambos se declararam inocentes dos crimes que lhes são imputados.
- Além de alegar inocência, Maduro define a si mesmo como um "prisioneiro de guerra", e sua defesa invocou a imunidade a que tem direito, na qualidade de chefe de Estado em exercício, para tentar anular um processo judicial que ele denuncia como irregular, devido à falta de competência dos EUA para julgá-lo.
