
Maduro envia mensagem da prisão nos EUA: 'A mentira e a injustiça serão vencidas'

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, publicou uma nova mensagem em suas redes sociais neste domingo (11), da prisão americana onde permanece desde janeiro, quando foi sequestrado junto com sua esposa, Cilia Flores, durante uma operação militar dos Estados Unidos contra o país sul-americano.
"Agora, mais do que nunca, temos a certeza de que a mentira e a injustiça serão vencidas pela luz da nossa verdade e pela força de Deus", escreveu o presidente em sua conta no X.
Avanza el mes de octubre, siempre lleno de la fuerza de la historia que escribimos desde nuestra verdad irrefutable y desde la palabra irresistible. https://t.co/nd6rtn4lFK
— Nicolás Maduro (@NicolasMaduro) October 11, 2026
Maduro também expressou orgulho pela dignidade que representa "em nome de milhões de homens e mulheres que acreditam e lutam por um mundo novo".

Além disso, agradeceu as "enormes demonstrações de amor e apoio" recebidas por ele e por sua esposa, Cilia Flores. O presidente destacou que as "palavras corajosas de solidariedade" que chegam até eles são a "luz que ilumina" seu "caminho rumo à liberdade".
Na publicação, o presidente venezuelano também citou Martin Luther King: "Com essa fé, seremos capazes de trabalhar juntos, de orar juntos, de lutar juntos, de ir juntos para a prisão, de defender juntos a liberdade, sabendo que um dia seremos livres".
Na quinta-feira (8), as autoridades americanas apresentaram uma nova acusação contra Maduro por suposta conspiração para praticar tortura contra opositores políticos e cidadãos americanos detidos na Venezuela.
No início de setembro, Maduro e sua esposa, que foram sequestrados por militares americanos em janeiro, pediram a rejeição das acusações de narcotráfico, argumentando que possuem imunidade por serem presidente e primeira-dama de um Estado soberano.
Ambos também se declararam inocentes dos crimes que lhes são imputados. Em sua primeira audiência, na segunda-feira (5), Maduro reafirmou sua inocência e se declarou prisioneiro de guerra. "Sou o presidente da Venezuela e me considero prisioneiro de guerra. Fui capturado em minha casa, em Caracas. Não sou culpado, sou um homem decente e continuo sendo o presidente do meu país", afirmou na ocasião.
