O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, apresentou, durante uma entrevista na segunda-feira (19), sua visão sobre a expansão da influência israelense na América Latina, associando o fortalecimento das relações com países da região à ascensão de lideranças políticas favoráveis a Israel.
"Já está acontecendo. Vemos isso na grande onda que varre a América Latina. Acabamos de inaugurar uma embaixada em Jerusalém em conjunto com a Colômbia", afirmou Netanyahu, ao ser questionado sobre a possibilidade de ampliação dos Acordos de Isaac caso Flávio Bolsonaro vença a eleição presidencial brasileira.
O premiê destacou a Argentina como exemplo dessa aproximação, elogiando o presidente Javier Milei, a quem classificou como "um amigo extraordinário de Israel".
Netanyahu também mencionou mudanças nas relações de Israel com países como Colômbia e Brasil, antes de manifestar sua expectativa sobre o resultado da disputa presidencial brasileira.
"Isso pode muito bem acontecer, e espero que aconteça em breve, com Flávio Bolsonaro vencendo a Presidência no Brasil", declarou. Em seguida, acrescentou: "Boom, tudo muda".
O primeiro-ministro afirmou que Israel possui muitos aliados na América Latina e demonstrou otimismo quanto à ampliação dos Acordos de Isaac. "Temos muitos amigos por lá, e os Acordos de Isaac vão se expandir para oportunidades inacreditáveis", disse.
Ao abordar o Oriente Médio, Netanyahu também previu uma expansão dos Acordos de Abraão e atribuiu o interesse de outros países em se aproximar de Israel ao poder militar, econômico, tecnológico e de inteligência do país.
"As pessoas se aproximam dos fortes. Não vão até os fracos", afirmou o premiê, que descreveu Israel como o país mais poderoso do Oriente Médio após, segundo sua avaliação, ter revertido a situação diante de seus inimigos.