Notícias

Colapso de mina de ouro clandestina deixa 14 mortos na Colômbia

Acidente ocorreu em área remota de difícil acesso, com presença de grupos armados. É a segunda catástrofe do tipo em Nariño desde agosto, totalizando 27 mortes em mineração informal.
Colapso de mina de ouro clandestina deixa 14 mortos na ColômbiaGettyimages.ru / Alexis Munera/Anadolu

Pelo menos 14 pessoas morreram e sete ficaram feridas após o colapso de uma mina ilegal de ouro no setor rural de Chambero, no município colombiano de Santa Bárbara de Iscuandé, na noite de segunda-feira (19), conforme reportaram autoridades regionais.

A Agência Nacional de Mineração informou que o incidente ocorreu por um deslizamento de terra. Entre 12 e 15 mineradores foram reportados como desaparecidos no início das contagens, quando apenas seis vítimas fatais haviam sido confirmadas.

As operações de busca e resgate, que se estenderam por várias horas em uma zona de difícil acesso, foram concluídas na mesma noite, segundo o governador de Nariño, Luis Alfonso Escobar. A mina não possuía autorização para operar, sendo identificada porém como uma instalação de mineração artesanal pelo governador.

"Neste momento, nossa prioridade é proteger a vida, acompanhar as famílias e garantir uma resposta oportuna diante desta dolorosa emergência", afirmou Escobar em comunicado.

A mineração artesanal representa uma parcela significativa da extração mineral na Colômbia, onde 70% da atividade mineira ocorre de forma informal, de acordo com levantamento da Universidad de los Andes. Muitas comunidades rurais colombianas, frequentemente marginalizadas e com poucas oportunidades econômicas, dependem dessa atividade para subsistência.

Esta é a segunda tragédia mineira em Nariño em menos de três meses. Em agosto, 13 pessoas morreram em acidente similar no município de Policarpa, totalizando 27 vítimas fatais. 

O governador Escobar solicitou ao governo nacional de Abelardo de la Espriella a aceleração do processo de formalização dos mineradores para melhorar condições de trabalho e padrões de segurança.

Santa Bárbara de Iscuandé só pode ser acessada por rio ou pequenas aeronaves, em uma região que é também ocupada por grupos armados, incluindo dissidências das extintas FARC que rejeitaram o acordo de paz de 2016, segundo informações publicadas pela agência Telemundo.