
Dissidentes das FARC são vistos em terra indígena no Amazonas e autoridades apuram denúncias

Relatos sobre a presença de homens armados apontados como dissidentes das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) em comunidades indígenas da Terra Indígena Alto Rio Negro, no Amazonas, fizeram a Defensoria Pública da União (DPU) solicitar medidas de proteção para os moradores da região, conforme publicado pelo D24AM na segunda-feira (31).
Os casos foram registrados em áreas próximas à fronteira colombiana.
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Segundo a DPU, moradores relataram ameaças, restrições de acesso à áreas de plantio e circulação de estrangeiros armados nas proximidades dos rios Tiquié e Uaupés.
Em um dos episódios, uma liderança indígena teria sido levada para orientar deslocamentos pela região.
Investigação
O Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito civil para apurar a presença de grupos armados estrangeiros em território brasileiro.

A DPU também pediu reforço do patrulhamento e da fiscalização na região, além da investigação sobre possíveis acessos clandestinos dentro da terra indígena.
A área abriga 23 povos indígenas e é localizada em uma região de fronteira considerada estratégica. Os relatos ainda são objeto de apuração pelas autoridades.
- As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) foram uma organização guerrilheira que atuou na Colômbia por mais de cinco décadas em um conflito armado contra o Estado colombiano.
- O grupo assinou um acordo de paz com o governo em 2016 e depôs suas armas, passando a atuar desde então como um partido político, porém grupos dissidentes da organização continuam a luta armada.
