Notícias

Operação conjunta Brasil-Peru desarticula estruturas do narcotráfico na Amazônia

Ação na fronteira entre os dois países levou à destruição de quatro laboratórios e cinco pistas clandestinas, além da apreensão de toneladas de drogas e insumos químicos.
Operação conjunta Brasil-Peru desarticula estruturas do narcotráfico na AmazôniaCanal Gov.Br - Polícia Federal

A Polícia Federal informou, nesta segunda-feira (31), que uma operação conjunta entre autoridades do Brasil e do Peru destruiu quatro laboratórios clandestinos de processamento de drogas entre 15 e 30 de agosto, na província de Mariscal Ramón Castilla, na região de Loreto, no Peru, próxima à fronteira com Tabatinga, no Amazonas.

A ação contou com a participação da Polícia Federal brasileira, da Polícia Nacional do Peru e das Forças Armadas peruanas e faz parte da Operação Amazônia 2026, iniciativa voltada ao combate ao tráfico internacional de drogas na região fronteiriça.

Além das estruturas de processamento, as equipes localizaram e inutilizaram cinco pistas de pouso clandestinas que, segundo as autoridades, eram utilizadas para o transporte aéreo de entorpecentes.

Durante a operação, foram apreendidas e destruídas aproximadamente 6,2 toneladas de sulfato de cocaína, além de mais de 17,5 toneladas de produtos químicos empregados no processamento da droga. Desse total, cerca de 12 toneladas correspondiam a substâncias submetidas a controle e outras 5,5 toneladas a produtos não fiscalizados.

As forças de segurança também apreenderam armas e equipamentos de comunicação nos locais investigados, incluindo:

  • Armas de fogo: um fuzil, pistolas, revólveres e espingardas;
  • Uma submetralhadora artesanal equipada com silenciador;
  • Carregadores e munições;
  • Seis coletes balísticos;
  • Celulares e rádios de comunicação.

Prisão na operação

Um cidadão colombiano foi preso em flagrante durante as diligências por suspeita de participação no tráfico internacional de drogas. Com ele, os agentes encontraram porções de maconha, pasta básica de cocaína e produtos químicos.

A operação evidencia a dimensão transfronteiriça das redes criminosas que atuam na Amazônia e utilizam áreas de difícil acesso para instalar estruturas de processamento e criar rotas aéreas clandestinas para o transporte de entorpecentes.

A cooperação entre Brasil e Peru busca ampliar a atuação das forças de segurança justamente nessas áreas, dificultando a utilização da região de fronteira como corredor para o narcotráfico.