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China defende soberania dos povos da África: 'Verdadeiros senhores do continente'

Chancelaria chinesa apresentou princípios defendidos por Xi Jinping para a resolução de conflitos e a promoção da paz no continente africano.
China defende soberania dos povos da África: 'Verdadeiros senhores do continente'Gettyimages.ru / Tingshu Wang - Pool

A China defendeu que os povos africanos tenham protagonismo na resolução dos conflitos e na condução dos assuntos regionais do continente. Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (19), a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, reafirmou a posição do presidente Xi Jinping para a participação de atores internacionais em questões críticas na África.

"Africanos são os verdadeiros senhores do continente e, portanto, devem desempenhar um papel central nos assuntos regionais", afirmou Mao, sobre a situação no norte da Etiópia e os princípios discutidos por Xi durante encontro recente com o presidente do Conselho do Togo, Faure Essozimna Gnassingbé.

Quatro princípios

A China destaca quatro princípios para conflitos no continente: O primeiro é a defesa da liderança africana. O segundo é a preservação da equidade e da justiça, com respeito à Carta das Nações Unidas, à soberania e à integridade territorial dos países envolvidos nos conflitos.

O terceiro princípio prevê a interrupção das hostilidades e a construção da paz por meio do diálogo. "A guerra e as sanções unilaterais nunca são soluções reais para as disputas entre Estados", declarou Mao. Segundo ela, os países devem "promover amplas consultas, buscar pontos em comum apesar das diferenças e praticar a compreensão e a acomodação mútuas".

O quarto princípio defende que a resolução dos conflitos considere tanto as necessidades imediatas de segurança quanto as causas estruturais das crises. Para Pequim, medidas emergenciais devem ser acompanhadas por estratégias de desenvolvimento de longo prazo.

Ao apresentar as diretrizes, o governo chinês reforçou a defesa de soluções diplomáticas para as tensões regionais, com respeito à soberania nacional e maior protagonismo dos próprios países africanos nas decisões sobre o futuro do continente.