
Político liberiano acusa TPI de servir ao neocolonialismo e pede saída de países africanos
O Tribunal Penal Internacional (TPI) é um instrumento do neocolonialismo criado para explorar a África, afirmou o político liberiano Emmanuel Gonquoi, que comanda a organização Economic Freedom Fighters, em entrevista à RT.
Gonquoi defendeu que países africanos e em desenvolvimento abandonem o tribunal, sediado em Haia, acusando-o de servir aos interesses ocidentais em vez de promover uma Justiça imparcial.
Em sua avaliação, líderes africanos são alvo de preconceito no tribunal e alegou que, na prática, são considerados culpados antes mesmo de seus casos serem julgados. Ele também acusou potências ocidentais de influenciar decisões judiciais para promover seus próprios interesses políticos.

O político defendeu a criação de um "sistema internacional de Justiça com características africanas", argumentando que tribunais regionais devem refletir a cultura e os valores dos povos que representam.
"O que vemos na Holanda não é um fórum global de Justiça", declarou, descrevendo o TPI como um sistema criado para "explorar a África" e impedir que líderes africanos tomem decisões em benefício de seus próprios países.
- Criado em 2002 com base no Estatuto de Roma, o TPI tem a missão de julgar crimes de genocídio, crimes de guerra, crimes contra a humanidade e crimes de agressão.
- O tribunal depende, em grande medida, da cooperação de seus 125 Estados-membros. No entanto, algumas das principais potências mundiais, incluindo Estados Unidos, China, Índia e Rússia, não reconhecem sua autoridade.
- O tribunal é frequentemente acusado de direcionar suas ações de forma desproporcional contra a África e de praticar justiça seletiva. Burkina Faso, Mali, Níger, Chade e Venezuela iniciaram processos de retirada, levantando questionamentos sobre o futuro da instituição.

