Pelo menos 33 milhões de brasileiros não compareceram às urnas no primeiro turno das eleições, enquanto outros milhões votaram em branco ou escolheram candidatos que não chegaram ao segundo turno.
A correspondente da RT no Brasil, Milena Portella, conversou com eleitores cujos votos podem ser decisivos no segundo turno, considerando a diferença de apenas 1,87% entre Flávio Bolsonaro, primeiro colocado, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na primeira etapa eleitoral.
Os eleitores relataram falta de identificação com Lula e Flávio, insatisfação com as suas propostas e desmotivação diante da polarização política.
Entre os entrevistados, há também quem tenha votado em branco no primeiro turno e ainda avalie qual opção considera melhor para a segunda etapa da eleição.
À RT, Hilton Fernandes, cientista político e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, avaliou que é muito difícil prever o voto dessa parcela do eleitorado.
"Envolve diferenças muito específicas dentro de cada grupo. Um jovem desempregado que não estuda terá um comportamento diferente do de um adulto que estuda e trabalha, embora ambos pertençam ao mesmo grupo de indecisos. No entanto, a decisão final pode depender de questões muito pessoais, por isso não há como prevê-la", sustentou.