Secretário de Estado afirma que presidentes latino-americanos aliados aos EUA não são fantoches

Marco Rubio afirmou que o interesse nacional dos EUA é viver numa região com o maior número possível de parceiros e aliados estáveis e seguros, e ressaltou que, na América Latina, "um país após outro" vem elegendo candidatos pró-americanos.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou no domingo (18) em uma entrevista ao Breitbart Newsque os líderes latino-americanos que buscam associar-se a Washington e que demonstraram inclinação para políticas favoráveis ao investimento americano não são "fantoches" da Casa Branca. 

"É preciso entender que esses não são presidentes fantoches. Eles são eleitos por suas populações. Vão tomar decisões, como deveriam, que sejam do interesse nacional de seus respectivos países. Mas a verdade é que não são líderes que odeiam os EUA. São líderes que prefeririam se associar a nós antes que a qualquer outro país do mundo e que compartilham das nossas mesmas prioridades", disse Rubio. 

Ele acrescentou ainda que esses líderes latino-americanos desejam desmantelar as organizações narcoterroristas que atuam na região, buscam mais investimento americano em seus países e querem apoiar as ações dos EUA no cenário global. 

Rubio também destacou que isso representa "um feito extraordinário" do presidente Donald Trump. Ele afirmou que o interesse nacional dos EUA é viver numa região com o maior número possível de parceiros e aliados estáveis e seguros, e ressaltou que, na América Latina, "um país após outro" vem elegendocandidatos pró-americanos.

"Amigos dos Estados Unidos"

Além disso, ao falar sobre a assistência financeira americana aos países o hemisfério ocidental, Rubio destacou que, ao contrário da extinta USAID — que financiava "ONGs anti-americanas" na América Latina —, o Departamento de Estado agora prioriza os interesses nacionais dos EUA.

Segundo ele, o país continua sendo o mais generoso do mundo em ajuda externa, mas esta ajuda é designada especificamente para promover os interesses nacionais.

"Não vamos dar dinheiro a pessoas ou organizações que odeiam os EUA", assegurou.

No caso da ajuda humanitária, ele afirmou que Washington precisa que líderes pró-americanos apresentem suas necessidades específicas e demonstrem apoio público aos EUA.