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Presidente da Bolívia diz na ONU que 'socialismo e ideologia não dão de comer'

Rodrigo Paz afirmou que emprego, produção e desenvolvimento econômico "dão de comer" e destacou adesão do país ao Escudo das Américas.
Presidente da Bolívia diz na ONU que 'socialismo e ideologia não dão de comer'AP / Yuki Iwamura

O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, afirmou nesta quinta-feira (24), durante seu discurso na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, que "o socialismo e a ideologia não dão de comer". Ele também defendeu "o conceito de capitalismo para todos".

Segundo Paz, "o que dá de comer é o emprego", além do desenvolvimento da economia e da produção.

Em sua primeira participação na Assembleia, o presidente boliviano também fez críticas a líderes históricos da esquerda latino-americana, como o ex-presidente venezuelano Hugo Chávez e o ex-presidente boliviano Evo Morales.

Paz acusou os dois de impor "uma linha política ideológica" que, segundo ele, fracassou.

O mandatário afirmou ainda que o modelo socialista levou o povo boliviano a atravessar "momentos difíceis".

Ele também disse que, quando assumiu o governo, encontrou um Banco Central com quase todas as reservas liquidadas. Após dez meses de gestão, afirmou, as reservas subiram para cerca de US$ 1,2 bilhão (R$ 6,22 bilhões).

"Isso, para muitas nações, não é muito, mas, para a Bolívia, é todo um recorde, todo um desafio e todo um processo de construção para fortalecer nossa democracia e nosso modelo de desenvolvimento produtivo no país", acrescentou.

Escudo das Américas

Paz também destacou que a Bolívia avança em direção a um novo modelo e que, como parte desse processo, decidiu integrar o "Escudo das Américas", política de segurança promovida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Também aderiram à iniciativa Chile, Argentina, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Trinidad e Tobago.

Ao encerrar o discurso, o presidente boliviano declarou: "Viva a pátria, caralh*!".

A frase é semelhante ao slogan usado em diferentes espaços e fóruns internacionais pelo presidente da Argentina, Javier Milei, para encerrar suas intervenções.