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Movimento pela habitação em Portugal avisa que protestos podem continuar até 31 de dezembro

Os manifestantes pedem por aluguéis acessíveis e maior oferta de moradia.
Movimento pela habitação em Portugal avisa que protestos podem continuar até 31 de dezembroGettyimages.ru / Horacio Villalobos

O Movimento pela Habitação, mobilização que ocupa a Praça D. João I, na cidade do Porto, em protesto pelo direito de habitação em Portugal, decidiu na noite do domingo (18) prolongar o pré-aviso de manifestação até 31 de dezembro de 2026, informou a porta-voz do grupo Maria João Calisto à imprensa. 

Ela destacou o caráter provisório da medida.: "O nosso objetivo não é ficar até 31 de dezembro, é conseguir soluções e um entendimento", afirmou.

O pré-aviso anterior terminava na terça-feira (20), o que tornou necessária a extensão para garantir a permanência no local. 

As manifestações, que se prolongam já há uma semana na praça, foram marcadas por violência policial, o que deixou dezenas de feridos. Os protestos se estenderam para outras cidades, incluindo a capital, Lisboa, onde os manifestantes ergueram tendas a praça D. Pedro IV.

Pelo que os portugueses protestam

A crise da habitação vem se aprofundando por todo o país. Os preços dos alugueis subiram 10,2% no segundo trimestre deste ano, para cerca de 10,17 euros por metro quadrado, aprofundando a crise de habitação.

Ao mesmo tempo, o Parlamento aprovou, em setembro, uma reforma que acelera despejos e põe fim a limites para os aluguéis.

Os movimentos que lutam contra as mudanças apresentam seis reivindicações principais: fim a lei dos alugueis, fim dos despejos, fim da compra de imóveis por fundos abutres, mais habitação pública, expropriação de imóveis devolutos, e tetos aos alugueis.

Os protesto por moradia em Portugal ocorrem ao mesmo tempo em que uma onda de manifestações contra despejos tomou a Espanha.