
Macron associa protestos contra alto custo de vida à 'extrema-esquerda' e promete duras respostas

O presidente da França, Emmanuel Macron, condenou neste domingo (18) os protestos violentos registrados no país no dia anterior, que resultaram em saques, ataques a prédios públicos e centenas de agentes de segurança feridos. "Nada justifica, nada explica e nada desculpa esses atos", declarou, ao expressar indignação com os episódios.
Macron manifestou apoio às forças de segurança, aos prefeitos e aos comerciantes afetados pela violência e anunciou medidas para acelerar a assistência às vítimas. O presidente também cobrou uma revisão dos procedimentos de inteligência e prevenção para evitar a repetição dos episódios, além de defender investigações rápidas e punições aos responsáveis. "Aqueles que destruíram devem pagar; aqueles que saquearam devem ressarcir os prejuízos", afirmou.

O chefe de Estado atribuiu os protestos à "facciosos de grupos de extrema-esquerda, acompanhados por muitos delinquentes". Apesar disso, reconheceu que cidadãos insatisfeitos com o custo de vida e o aumento dos preços dos combustíveis também se juntaram aos atos.
Ele ressaltou que as reivindicações legítimas não devem ser confundidas com os atos de vandalismo e afirmou que o governo continuará trabalhando para reduzir os impactos da crise energética e ampliar o diálogo com a população, especialmente com os jovens.
"A escuta e o diálogo não significam fraqueza nem impunidade", declarou, prometendo firmeza contra os responsáveis. O presidente também defendeu que o debate político ocorra por meios democráticos e pacíficos, afirmando que a França precisa de "unidade, calma e respeito".
No sábado (17), saques e ataques a prédios públicos foram registrados em várias cidades francesas. Cerca de 1,2 mil pessoas foram presas e 150 agentes das forças de segurança ficaram feridos. Protestos em grande escala também foram registrados em outros países europeus, como a Itália e a Albânia, nos últimos dias.
Os protestos na França reúnem estudantes, sindicalistas e integrantes do movimento dos "coletes amarelos", que denunciam o alto custo de vida, problemas na educação e a deterioração do modelo social do país.
