
Primeiro petroleiro do megaprojeto russo Vostok Oil parte rumo ao mercado global

O primeiro navio-tanque que transporta petróleo russo para o mercado mundial, no âmbito do megaprojeto Vostok Oil, já partiu do porto de Dikson, localizado na região russa de Krasnoyarsk, informou o vice-primeiro-ministro da Rússia, Alexander Novak, em uma entrevista publicada no sábado (17).
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Ao comentar um dos maiores projetos petrolíferos das últimas décadas, a autoridade ressaltou que a Rússia não enfrenta qualquer problema quanto à venda de petróleo bruto.
"Há muitos compradores interessados, de diversos países, e o contrato costuma ser assinado no momento da venda. O petróleo será vendido a quem precisar dele e a quem oferecer as melhores condições", afirmou. "Sei que o primeiro navio-tanque já partiu do porto de Dikson", acrescentou.

A Rússia percebe o interesse dos consumidores europeus
Ao mesmo tempo, Novak indicou que a Rússia percebe o interesse dos consumidores europeus nos recursos energéticos russos. "Temos visto, recentemente, que cada vez mais políticos e países reconhecem que se equivocaram ao rejeitar o gás, o petróleo e os produtos derivados do petróleo russos. Ou, no caso dos países para os quais foram abertas exceções, solicitam que estas sejam prorrogadas", disse.

A autoridade lembrou que os grandes projetos entre a Europa e a Rússia tiveram início nas décadas de 1960 e 1970 e "eram de interesse mútuo". "Hoje, esse equilíbrio foi rompido e redirecionamos nossos recursos energéticos para a região da Ásia-Pacífico. Isso, em essência, tornou as coisas um pouco mais caras para nós, já que os custos de transporte aumentaram. Mas não perdemos volume. Os europeus, por outro lado, perderam volume e, agora, a situação tornou-se quatro vezes mais cara para eles", explicou.
- As reservas do projeto Vostok Oil são estimadas, atualmente, em cerca de 50 bilhões de barris. Trata-se de um petróleo bruto especialmente leve e com baixíssimo teor de enxofre, entre 0,01% e 0,1%. Essas características aproximam o produto dos tipos de petróleo mais valorizados do Oriente Médio e permitem prever uma demanda elevada nos mercados asiáticos.
- A infraestrutura está sendo ampliada gradualmente. A primeira fase do terminal terá uma capacidade de 30 milhões de toneladas anuais; para 2030, preveem-se 50 milhões e, caso as condições de mercado permitam, o sistema poderá atingir até 100 milhões de toneladas por ano — cerca de dois milhões de barris diários.
