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País da UE vê oportunidade no acordo sobre diesel russo

A nação está isenta, até novembro, das sanções sobre as exportações de petróleo bruto russo.
País da UE vê oportunidade no acordo sobre diesel russoGettyimages.ru / Antonio Masiello

O primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, afirmou que o acordo para o fornecimento de diesel russo ao mercado norte-americano abre um precedente importante para o seu país, ao permitir novas exceções dentro do regime de sanções energéticas contra a Rússia.

Em entrevista a um veículo local neste sábado (17), o líder húngaro lembrou que a Hungria está isenta, até novembro, das sanções sobre as exportações de petróleo bruto russo — uma medida cuja prorrogação depende de Washington.

"Se o presidente dos Estados Unidos chegou a um acordo sobre as exportações de diesel, seria ilógico não conceder à Hungria essa isenção por, pelo menos, mais um ano", declarou.

O que se sabe sobre o acordo?

Na sexta-feira (9), o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que, durante telefonema com seu homólogo russo, Vladimir Putin, foi alcançado um acordo sobre o fornecimento de diesel russo. 

Segundo o Trump, ficou acordado que a Rússia forneceria imediatamente mais de 300 mil toneladas desse combustível para os mercados dos EUA e globais, outras 500 mil toneladas durante novembro e, na sequência, 1 milhão de toneladas.

Assim, o Departamento do Tesouro anunciou a suspensão temporária das sanções às entregas de diesel russo até 00h01 (horário do leste dos EUA) do dia 7 de abril de 2027.

Todas as transações relacionadas à venda, entrega, descarregamento e importação de combustível diesel de origem russa, incluindo sua entrada em território americano, estão autorizadas.

Moscou anunciou que começará a suspender, em caráter imediato, a proibição de exportação de diesel, antecipando o cronograma inicialmente previsto. A Rússia também saudou as medidas dos EUA destinadas a estabilizar o mercado global de energia e a restaurar gradualmente o comércio de produtos energéticos.

Enquanto isso, Vladimir Zelensky criticou duramente Washington, chamando o pacto de sinal de "fraqueza" e afirmando que ele não traria paz ao mundo. Já Trump criticou o líder do regime ucraniano e o acusou de não querer pôr fim ao conflito: "Ele poderia ter resolvido esta guerra muitas vezes. E ele escolhe não fazê-lo".