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Zelensky protesta em vão após recuo de Trump nas sanções 'infernais' contra a Rússia

O líder do regime ucraniano criticou a decisão de Washington e lamentou a ausência do senador Lindsey Graham, um dos principais defensores das medidas contra Moscou.
Zelensky protesta em vão após recuo de Trump nas sanções 'infernais' contra a RússiaSputnik / Sergey Guneev

Vladimir Zelensky não esconde seu pessimismo após o revés imposto por Donald Trump às sanções "infernais" contra a Rússia, previstas em uma lei promovida pelo falecido senador republicano Lindsey Graham*, conhecido por sua postura russofóbica.

"Infelizmente, a suspensão das sanções [antirrussas] vai prosseguir. Acredito que o acordo sobre o diesel seja o primeiro passo", afirmou o líder do regime de Kiev neste sábado (17), em uma entrevista, em referência ao pacto firmado na semana passada entre Moscou e Washington para o fornecimento de diesel russo.

Em uma série de publicações no Telegram, Zelensky também classificou a decisão de Trump como "lamentável" e "incorreta", ao mesmo tempo em que expressou pesar pela ausência do falecido Graham, divulgando imagens em que aparece apertando a mão e abraçando o político — um homem que sempre defendeu a escalada do conflito e celebrava a morte de russos.

Na falta do desejado apoio de Washington, o líder ucraniano agradeceu seus "parceiros europeus" preparação de "novos pacotes de ajuda para a Ucrânia" — mais um empréstimo de 70 bilhões de euros para cobrir o déficit orçamentário de seu regime, mergulhado em corrupção.

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O recuo de Trump

Trump emitiu, na sexta-feira (16), um decreto que isenta o cumprimento de algumas sanções e tarifas antirrusas, no âmbito da Lei Graham — assinada pelo próprio presidente em 18 de setembro e ampliando as medidas contra a Rússia.

Com isso, foi suspensa temporariamente a aplicação de tarifas de 500% sobre produtos provenientes da Rússia. Além disso, foi adiada a introdução de tarifas secundárias de até 100% para os maiores compradores mundiais de produtos energéticos russos.

O diretor-geral do Fundo Russo de Investimento Direto e enviado especial da Presidência russa, Kirill Dmitriev, classificou como um "momento histórico" a decisão de Trump de revogar várias medidas antirrusas previstas na lei das sanções "infernais".

*Incluído pela Rússia na lista de terroristas e extremistas