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Von der Leyen pede à UE e parceiros que se preparem para arcar com as crescentes despesas da Ucrânia

A União Europeia já fornece cerca de 80% de toda a ajuda externa que a Ucrânia recebe, mas a presidente da Comissão afirmou que são necessários "urgentemente" mais apoios para continuar financiando Kiev.
Von der Leyen pede à UE e parceiros que se preparem para arcar com as crescentes despesas da UcrâniaGettyimages.ru / Nicolas Economou/NurPhoto

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta sexta-feira (15) que, enquanto o conflito persistir, "as necessidades de financiamento da Ucrânia continuarão aumentando", e pediu aos Estados-membros da UE e outros parceiros que reforcem seu apoio econômico ao país.

"Neste momento, a União Europeia e seus Estados-membros fornecem 80% da ajuda externa à Ucrânia, e continuaremos liderando esse processo. Mas precisamos, urgentemente, que outros parceiros também se juntem à iniciativa", declarou nesta sexta-feira (17), durante uma coletiva de imprensa no âmbito da cúpula de líderes da UE, em Bruxelas.

Von der Leyen destacou que as relações entre o bloco e o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, são "estreitas", e alegou que Bruxelas está pronta para prestar a Kiev uma ajuda que lhe permita preparar-se para a próxima temporada de inverno.

António Costa, presidente do Conselho Europeu, também afirmou que o apoio europeu continua sendo "firme como sempre". "Não é o momento de retirar o apoio à Ucrânia. Não é o momento de aliviar as sanções contra a Rússia. Agora é o momento de aumentar o nosso apoio e a nossa pressão [contra a Rússia]", declarou, assegurando a Zelensky que ele "pode ​​contar" com a UE.

"Precisamos de mais 70 bilhões"

Zelensky, por sua vez, chegou a Bruxelas para a cúpula da UE com o objetivo de solicitar, mais uma vez, recursos adicionais aos países-membros.

Ele indicou que a Ucrânia precisará de um apoio financeiro e militar adicional de 70 bilhões de euros (78,68 bilhões de dólares) de seus aliados europeus em 2027.

"No próximo ano, a guerra custará 155 bilhões de euros (174,17 bilhões de dólares). E precisamos de pelo menos mais 70 bilhões de euros de vocês para defesa, armamento e para fortalecer nossa capacidade de resistência. Este é um montante realista. E peço que viabilizem esse apoio. Isso nos ajudará a dissuadir a Rússia", afirmou.