
PF identifica diferença de mais de US$ 9 milhões em movimentações ligadas a Dark Horse

A Polícia Federal identificou diferenças expressivas entre os valores enviados ao exterior e os que retornaram ao Brasil para financiar o filmeDark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. As informações são do g1, em matéria publicada neste sábado (17).
De acordo com os investigadores citados pelo veículo, mais de US$ 12 milhões deixaram o país, enquanto US$ 2,8 milhões foram registrados como entrada. A corporação classificou a divergência contábil como severa e defendeu uma análise pericial detalhada dos documentos financeiros.

As apurações indicam que os recursos partiram da Entre Investimentos, empresa ligada a Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, foram transferidos para o fundo americano Havengate, administrado pelo advogado Paulo Calixto, ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro. A PF busca esclarecer se os valores foram efetivamente utilizados na produção cinematográfica ou se o projeto teria sido usado para encobrir possíveis irregularidades financeiras.
Na sexta-feira (16), a Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal a ampliação do prazo da investigação por mais 90 dias. Entre os pontos apurados estão os repasses atribuídos a Vorcaro a pedido de Flávio Bolsonaro, a possível utilização de parte do dinheiro para custear despesas de Eduardo nos Estados Unidos e a destinação de emendas parlamentares a organizações relacionadas à produtora do filme.
Em documento apresentado anteriormente às autoridades, a Go Up Entertainment, responsável pelo longa, informou que a produção custou pelo menos R$ 75,1 milhões. Desse total, R$ 54 milhões teriam sido gastos no exterior e R$ 20,9 milhões no Brasil. Em nota, a defesa da produtora afirmou que a perícia deverá demonstrar a legalidade dos recursos captados para a realização da obra.
