
China exige que Israel ponha fim à expansão dos assentamentos ilegais na Cisjordânia

O chanceler chinês, Wang Yi, exigiu ao presidente de Israel, Isaac Herzog, uma mudança substancial em relação à questão palestina durante um encontro bilateral realizado neste dia 15 de outubro.
O chefe da diplomacia chinesa exigiu uma melhoria urgente da situação humanitária na Faixa de Gaza, bem como o fim da expansão dos assentamentos ilegais na Cisjordânia, conforme informou o South China Morning Post, citando um comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores da China nesta sexta-feira.

O veículo detalha que a reunião, realizada em Baku, Azerbaijão, no contexto da Conferência sobre Interação e Medidas de Confiança na Ásia, ocorreu a pedido do lado israelense e representa a maior aproximação entre Pequim e Tel Aviv desde 7 de outubro de 2023.
O único caminho viável
O direito internacional considera ilegais os assentamentos na Cisjordânia, território que Israel ocupa desde 1967. Apesar disso, eles continuaram a aumentar ao longo do tempo e a gerar disputas quanto ao território que deveria compor um eventual Estado palestino — uma iniciativa apoiada pelas autoridades chinesas.
Assim, Wang classificou a questão palestina como "a maior injustiça histórica deste século" e destacou que a solução de dois Estados continua sendo o único caminho possível para resolver o conflito.
Essa proposta, apoiada pela maioria dos países que integram a Organização das Nações Unidas, prevê que a Palestina seja um Estado independente de Israel, com base nas fronteiras anteriores a 1967 e tendo Jerusalém como capital.
Sabe-se também que, à margem da Conferência, Wang conversou com sua homóloga palestina, Varsen Aghabekian. O alto funcionário reafirmou o apoio de seu país à causa palestina e incentivou Aghabekian a buscar apoio internacional para concretizar a solução de dois Estados.
