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Trump nega ter ordenado restrições ao Starlink para a Ucrânia: 'Não fomos nós'

O presidente norte-americano disse ter questionado se o funcionamento do serviço chegou a ser interrompido.
Trump nega ter ordenado restrições ao Starlink para a Ucrânia: 'Não fomos nós'Gettyimages.ru / Andrew Harnik

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou nesta sexta-feira (16) as acusações de Vladimir Zelensky de que Washington teria restringido o acesso das forças ucranianas aos terminais Starlink.

"Não fomos nós. Verifiquei hoje de manhã. Dizem que tudo está funcionando como sempre", afirmou o mandatário americano.

Trump disse ainda que, pelo que entendia, "tudo continua igual", e questionou se o funcionamento do serviço chegou a ser interrompido em algum momento. "Tenho quase certeza de que tudo continua sem alterações", declarou.

Confissão de Zelensky

O líder do regime de Kiev confirmou na quarta-feira (14), em entrevista ao Financial Times, que Washington o havia alertado de que, se continuasse ignorando as exigências de Trump para cessar ataques contra refinarias russas, poderia perder o acesso a informações de inteligência.

"Nossos militares, e não eu pessoalmente, receberam uma mensagem: 'Não ataquem, porque vocês podem ter problemas com o acesso às informações de inteligência'", afirmou.

Ele também disse que, quando o funcionamento dos terminais Starlink usados pelas forças ucranianas foi restringido, a medida foi atribuída "até certo ponto" a problemas técnicos. No entanto, Zelensky lembrou que Washington já havia advertido a Ucrânia de que o fornecimento de informações de inteligência poderia ser "bloqueado".

"Acredito que esse é o problema. E quando isso coincide com a decisão sobre o Starlink, que foi tomada 100% pela parte americana — embora, mais uma vez, eu não saiba se pela SpaceX ou pelo governo —, surgem dificuldades enormes", disse.