O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou na quinta-feira (15) que a gigante norte-americana Meta* adote iniciativas garantindo tratamento igualitário às campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. As informações são da imprensa local.
Segundo apuração do portal Poder360, o conglomerado, responsável pelas plataformas Instagram, Whatsapp e Facebook, "não poderá reduzir a distribuição de publicações, limitar recomendações ou restringir resultados de buscas de forma desigual entre as candidaturas". Em caso de descumprimento, será aplicada uma multa diária no valor de R$ 500 mil.
Nos últimos dias, usuários nas redes sociais denunciaram um possível tratamento desigual entre as campanhas de Flávio Bolsonaro e de seus adversários. Entre as alegações, estão a derrubada de páginas associadas ao PT e a recusa de chatbots da Meta* em gerar imagens favoráveis a Lula, embora aceitassem produzir conteúdo semelhante para o candidato do PL.
Mensagens internas da empresa, obtidas pela Folha de S.Paulo, apontam que a conta de Lula ficou impedida de impulsionar publicações por quase 24 horas, em 9 de outubro. A reportagem também identificou recomendações indevidas de perfis e canais de Flávio no Instagram e no WhatsApp.
Estrategista pode "derrubar ou restaurar qualquer página"
As discussões ocorrem após Nadia Beller, ex-companheira de Fernando Cerimedo, estrategista político de direita com atuação em diversos países da América Latina, denunciar a realização de uma reunião envolvendo representantes da Meta*, Cerimedo e um dos filhos de Jair Bolsonaro. O filho não foi identificado, mas há suspeitas de que seja Eduardo Bolsonaro.
De acordo com Beller, as três partes discutiram como interferir na eleição persidencial brasileira. Cerimedo "me disse pelo menos três vezes que tinha ótimos contatos na Meta* e que conseguia derrubar ou restaurar qualquer página", garantiu a ex-companheira.
*Classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.