
'Está destruindo a democracia': Renan questiona atuação da Meta e fala em anulação das eleições

O presidente do partido Missão, Renan Santos, levantou dúvidas sobre a atuação da Meta* no processo eleitoral brasileiro. Em vídeo divulgado em suas redes sociais nesta quinta-feira (15), Renan mencionou o papel do conglomerado tecnológico na eleição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sua relação com os partidos Republicano e Democrata.
"Muita gente reporarou uns padrões estranhos. (...) O [CEO e fundador da Meta*, Mark] Zuckerberg tem um histórico de operar com o governo americano. Já operou antes. Operou quando ele fez a mea-culpa dele sobre fake news que levaram à eleição do Trump. Ou seja, ele operou a época com os democratas. E depois ele passou a operar junto com os republicanos. Tanto que ele participa, em grande medida, da eleição do Trump. Ele tá na posse do Trump. Ele passa a fazer parte da turma tech do Trump", lembrou.

Renan também mencionou denúncias que, segundo ele, vêm se tornando frequentes entre usuários das redes sociais nos últimos dias. O dirigente afirmou que Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, estaria recebendo tratamento diferenciado em relação a seus adversários nos chatbots da empresa.
Ele chamou atenção ainda para o desempenho de Nikolas Ferreira, deputado federal do PL por Minas Gerais, nas plataformas da Meta*, que, segundo Renan, seria muito superior ao registrado em redes como YouTube e TikTok.
"Se você acompanhar os números do Nikolas, não estou falando que tem esquema, mas é curioso que ele no YouTube, quando vai ser entrevistado num podcast, não dá audiência nenhuma, dá 5, 7 mil pessoas. Ninguém acompanha ele no YouTube. (...) Sabe o TikTok do Nikolas? Nada demais. Números absolutamente banais no TikTok dele. Agora, no Instagram* especificamente, ele é o maior Instagramer do mundo em termos de engajamento", afirmou, acrescentando que a média de interação dos vídeos do parlamentar no Instagram* é duas vezes maior que a da modelo norte-americana Kylie Jenner, que possui dez vezes mais seguidores.
''Tem um padrão"
Na avaliação do dirigente, caso seja comprovada uma interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro, a situação poderia justificar a anulação das eleições parlamentares.
"Tem um padrão que vem se estabelecendo, através de uma empresa que age politicamente, que no mínimo deveria ser checado. Se um país hoje, (...) que é o Congresso do Espetáculo, um país elege seus candidatos para o seu parlamento baseado em redes sociais... Se uma rede social está favorecendo um candidato, ela está destruindo a democracia. E as eleições para o Legislativo, teriam que ser, nesse caso, se provado, (...) a eleição para o parlamento teria que ser anulada", concluiu.
*Classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.

