Cerca de 1,2 bilhão de pessoas chegarão à idade ativa nos países em desenvolvimento nos próximos 10 a 15 anos, mas, no ritmo atual, serão criados apenas 400 milhões de empregos, deixando um déficit de 800 milhões de vagas. O alerta foi feito na terça-feira (13) pelo presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, segundo a Reuters.
Banga reconheceu que é difícil manter o foco em desafios de longo prazo em meio às crises que afetam a economia global, desde a pandemia de COVID-19 até o conflito dos Estados Unidos contra o Irã. Ainda assim, ele destacou que as autoridades econômicas precisam continuar priorizando a geração de empregos, a ampliação do acesso à eletricidade e o fornecimento de água potável.
O presidente do Banco Mundial se disse otimista quanto à possibilidade de encontrar soluções que garantam emprego e dignidade aos jovens, ao mesmo tempo que criem oportunidades para o setor privado.
No entanto, ele alertou que a falta de medidas oportunas poderá ter consequências graves, incluindo o aumento da "migração irregular e da instabilidade".