Os Estados Unidos podem perder seu status de país cuja moeda é a principal reserva mundial nos próximos 25 anos, alertou Jamie Dimon na sexta-feira (7), diretor executivo do JPMorgan Chase, uma das maiores instituições financeiras do mundo.
"Se os EUA se encontrarem em uma posição enfraquecida, e isso também é importante, por exemplo, se não formos a maior potência militar ou a economia mais forte nos próximos 25 anos, também perderemos o status de principal moeda de reserva", afirmou ele em entrevista à jornalista Margaret Hoover.
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O empresário avaliou que, nesse caso, "o mundo se fragmentará", o que seria muito perigoso para os Estados Unidos.
O caminho para a desdolarização
- O dólar americano tem sido a principal moeda de reserva mundial desde a Segunda Guerra Mundial e atualmente representa 58% das reservas internacionais, segundo dados do think tank Atlantic Council.
- No entanto, nos últimos anos, e especialmente desde o início do conflito entre Rússia e Ucrânia, em 2022, e a subsequente escalada das sanções financeiras por parte do Ocidente, diversos países — incluindo membros do BRICS, expressaram a intenção de acelerar os esforços para diversificar suas economias e reduzir sua dependência do dólar.
- Ao mesmo tempo, o atual conflito no Oriente Médio, embora não tenha eliminado o petrodólar, acelerou a tendência já existente de desdolarização do comércio internacional. A escalada do conflito levou bancos centrais internacionais a se desfazerem massivamente desses ativos, reduzindo as reservas do Banco da Reserva Federal de Nova York para US$ 2,7 trilhões, o nível mais baixo em 14 anos.