Trump diz que operações terrestres contra os cartéis 'estão apenas começando'

O presidente afirmou mais uma vez que as organizações narcotraficantes "controlam o México". Alegação é utilizada por Trump para tentar justificar a presença de tropas americanas em solo mexicano.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (15) que as "operações terrestres" realizadas por seu governo para combater os cartéis na região "estão apenas começando". Segundo ele, Washington ainda não agiu "com toda a capacidade" para proteger sua fronteira sul.

"As [operações] terrestres, na essência, estão apenas começando. Começaram há vários meses e estamos desferindo golpes muito duros. Conhecemos todas as rotas, sabemos onde estão todos os criminosos — os cartéis — e sabemos onde eles vivem. Estamos atingindo-os com força e a situação vai ficando mais difícil à medida que avançarmos", declarou o mandatário da Casa Branca.

Segundo ele, as organizações narcotraficantes "sabem que têm um certo prazo para, no fundo, se render" e, com base nisso, afirmou que o México "não tem capacidade" para alcançar esses objetivos.

"Ainda não agimos com toda a capacidade na fronteira terrestre, mas estamos começando. Temos que trabalhar. Estamos colaborando com o México, mas, infelizmente, os cartéis controlam o México", alegou em outro momento de seu pronunciamento.

México na mira

Trump disse que já conversou sobre o assunto com a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, e que "ela não gosta nada" de os EUA afirmarem que o país dela é "controlado" por narcotraficantes.

O político republicano tem insistido repetidamente que o México é "controlado" pelos cartéis, afirmação rejeitada pelo lado mexicano. Trump utiliza essa alegação para exigir ações mais contundentes do vizinho do sul, além de tentar justificar a presença de tropas americanas em solo mexicano, que, em sua opinião, seriam indispensáveis para combater os grandes traficantes de drogas.

No entanto, Sheinbaum se recusa a ceder às investidas e, em vez disso, defende o atual nível de cooperação, ao ressaltar que nenhuma colaboração binacional pode comprometer a soberania de seu país.