Notícias

México busca corte de tarifas dos EUA, mas Sheinbaum diz que não cederá em soberania

Presidente mexicana afirma que governo negocia redução de tarifas sobre o aço e fim das taxas sobre automóveis.
México busca corte de tarifas dos EUA, mas Sheinbaum diz que não cederá em soberaniaGettyimages.ru / Jeannette Flores / ObturadorMX

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, revelou nesta sexta-feira (25) os avanços na revisão do acordo comercial que seu governo conduz com os Estados Unidos. Ela afirmou quenão colocará em risco a soberania do país para fechar a negociação.

"Vamos avançando. Nós buscamos neste acordo, primeiro,que não haja mais tarifas; e segundo, que diminuam as que temos", explicou a mandatária durante uma coletiva de imprensa.

Sheinbaum lembrou que o objetivo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é reduzir o déficit comercial norte-americano com o México.

A presidente mexicana também destacou que, apesar das mudanças tarifárias impostas por Trump desde que assumiu pela segunda vez a Presidência dos EUA, em janeiro do ano passado, as exportações mexicanas para o país cresceram.

"Já não é tanto em automóveis, mas principalmente em eletrônicos. O México está se tornando um polo de produção de eletrônicos. Alguns dos elementos são importados, mas aqui se agrega valor e se exporta para os Estados Unidos", afirmou.

Sheinbaum acrescentou que o México é o país que mais compra produtos dos Estados Unidos em todo o mundo.

Metas

Sobre a negociação, iniciada após Trump se recusar a ampliar para 16 anos o tratado de livre comércio entre México, Estados Unidos e Canadá, Sheinbaum afirmou que o objetivo específico de seu governo é conseguir que Washington reduza as tarifas sobre o aço e elimine as tarifas aplicadas aos automóveis.

"Essa é a discussão que temos neste momento. Eles solicitaram vários temas, em alguns avançamos, em outros depende da nossa soberania e, claro, aí não vamos ceder, é a soberania e territorialidade e nossa Constituição e tudo tem que estar dentro do marco do acordo comercial. Claro que nos interessa a integração econômica, mas sempre com soberania", declarou.

Um jornalista perguntou à presidente se Trump havia solicitado que o acordo fosse fechado antes das eleições legislativas previstas para novembro nos Estados Unidos.

"Sim, há intenção de chegar a um acordo, mas ainda não chegamos a um ponto final. Há muitas conversas (…), não posso dizer com certeza se vamos alcançá-lo antes de novembro ou não porque ainda há muitas discussões, mas há muito interesse", respondeu.