O correspondente da RT na Argentina, Ricardo Romero, foi vítima da violência e da repressão das forças de segurança contra os participantes da quinta Marcha Federal Universitária, nesta quinta-feira (15), em frente ao Congresso, em Buenos Aires.
Enquanto reportava do epicentro dos protestos, na avenida Rivadavia com a rua Paraná, no centro da capital argentina, as forças federais responsáveis pelos operativos de segurança na área lançaram gás lacrimogêneo para dispersar completamente os manifestantes. A fumaça se espalhou rapidamente e chegou até Ricardo, que foi diretamente afetado.
"Dá para sentir no ar essa dispersão de gases", afirmou, com a voz entrecortada e visivelmente afetado pelas substâncias químicas.
Segundo seu relato, os manifestantes que estavam ao redor "em nenhum momento estavam provocando incidentes". "Está ficando realmente muito complicado seguir no ar e continuar contando o que está acontecendo", disse, com os olhos semicerrados e tossindo.
Um grupo de policiais armados com escopetas especiais e escudos continuou avançando pela avenida Rivadavia para encerrar o protesto. Apesar de seu estado e do clima de tensão, Ricardo continuou a reportagem por mais alguns minutos.
Marcha universitária
O protesto reuniu estudantes, professores, funcionários universitários, sindicatos e organizações sociais que reivindicam a aplicação da lei de financiamento, sancionada pelo Congresso e posteriormente vetada por Milei. A norma foi ratificada pelo Parlamento, mas segue sem ser aplicada, em meio a uma disputa judicial entre as universidades e o Executivo.