Questão palestina é central para 'estabilidade e prosperidade do Oriente Médio', afirma Moscou

Em debate no Conselho de Segurança da ONU, representante russo criticou as operações israelenses em Gaza e na Cisjordânia, pediu o fim das hostilidades no Líbano e defendeu soluções diplomáticas para os conflitos regionais.

O representante permanente da Rússia na Organização das Nações Unidas (ONU), Vasily Nebenzia, afirmou nesta quinta-feira (15) que a questão palestina continua sendo central para a segurança regional e que sua resolução é decisiva para o futuro do Oriente Médio. A declaração foi feita durante um debate aberto do Conselho de Segurança sobre a situação na região.

"Consideramos crucial manter o foco do Conselho de Segurança nessa questão, pois sua resolução determinará, em grande parte, senão totalmente, a segurança, a estabilidade e a prosperidade do Oriente Médio a longo prazo", declarou Nebenzia.

O alto diplomata criticou a falta de avanços na implementação do cessar-fogo firmado em outubro de 2025 entre Israel e o Hamas. Ele argumentou que "Jerusalém Ocidental continua violando o cessar-fogo", enquanto a situação humanitária na Faixa de Gaza se agrava. Nebenzia citou mortes de civis, destruição de moradias e restrições à entrada de alimentos, água potável, combustível e medicamentos.

Sobre a Cisjordânia, o representante russo condenou a expansão dos assentamentos israelenses e a violência associada. Segundo Nebenzia, essas ações contribuem para reduzir o território sob controle palestino e enfraquecem a perspectiva de uma solução de dois Estados. "Consideramos tais ações categoricamente inaceitáveis", ressaltou.

Escalada na região

O diplomata também abordou a escalada militar envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, além dos confrontos na fronteira entre Israel e Líbano. Moscou condenou ataques contra civis e infraestrutura civil e defendeu a retomada das negociações. Sobre o Líbano, Nebenzia pediu a "cessação das hostilidades" e a busca por soluções negociadas para implementar as resoluções do Conselho de Segurança.

Ao defender uma saída diplomática para as crises, o representante russo afirmou que "os métodos militares para garantir" a segurança regional "estão claramente fadados ao fracasso". Para Moscou, "a diplomacia permanece a única maneira eficaz de alcançar a estabilidade regional".