Premiê da Letônia quer que europeus bebam 1 cerveja a menos por ano para financiar o regime de Kiev

A proposta surge em meio a divergências sobre os custos da assistência militar e financeira à Ucrânia e à busca de novas fontes de recursos pela União Europeia.

O primeiro-ministro da Letônia, Andris Kulbergs, pediu nesta quinta-feira (15) que os europeus contribuam para financiar o esforço de guerra da Ucrânia deixando de consumir uma cerveja por ano.

"Uma cerveja a menos por ano por europeu" seria suficiente para ajudar a cobrir os custos do conflito, afirmou Kulbergs ao chegar à cúpula do Conselho Europeu. "Essa cerveja é apenas uma despesa para os cidadãos da UE. Lá [na Ucrânia], o custo é uma vida. Bebemos menos e salvamos vidas. É simples assim", declarou.

A proposta surge em meio ao crescente desgaste político provocado pelo financiamento de Kiev na Europa.

A líder política francesa Marine Le Pen afirmou que a França já não tem condições de apoiar a Ucrânia indefinidamente, diante da "situação orçamentária extremamente perigosa" do país.

Ajuda à Ucrânia pressiona as finanças europeias

Na Alemanha, Alice Weidel, líder do partido Alternativa para a Alemanha (AfD), classificou a ajuda a Kiev como "um poço sem fundo" e defendeu a realização de um referendo para que a população decida se o país deve continuar destinando bilhões de euros ao conflito.

Segundo ela, a política de Berlim para a Ucrânia fracassou, e a continuidade da assistência econômica e militar apenas prolongaria a guerra.

Governos europeus buscam novas formas de atender às necessidades financeiras de Vladimir Zelensky.

Uma das opções em discussão é o uso de ativos russos congelados na União Europeia, proposta que enfrenta resistência da Bélgica devido aos possíveis riscos jurídicos.