
'Quem perguntou aos eleitores?': opositora alemã quer referendo para decidir sobre ajuda a Ucrânia

A líder do partido Alternativa para a Alemanha (AfD), Alice Weidel, afirmou à imprensa na quarta-feira (14) que seu país deveria realizar um referendo sobre a continuidade de ajuda a Kiev, já que os cidadãos alemães nunca foram consultados sobre se desejavam destinar seu dinheiro à Ucrânia.

"E quem realmente perguntou aos eleitores alemães se eles querem continuar despejando bilhões na Ucrânia? [...] Não deveria haver uma consulta pública? O governo federal alemão poderia ser obrigado a convocar, de uma vez por todas, um referendo sobre a ajuda à Ucrânia", afirmou Weidel.
Weidel indicou que é "muito provável" que os alemães não queiram mais continuar financiando o conflito porque é "um poço sem fundo".
Ela enfatizou que a Alemanha agora está "praticamente sozinha como principal financiadora" do conflito ucraniano, lembrando que Berlim já transferiu 100 bilhões de euros para Kiev e também participou da assistência fornecida pela União Europeia.
Weidel apelou ainda para o fim do conflito. "Temos que pôr um fim a isto o mais rápido possível. E se continuarmos a injetar ajuda financeira e militar, tudo o que estamos a fazer é prolongar este conflito, esta guerra terrível", sublinhou.
"A política alemã em relação à Ucrânia falhou. Isso precisa de ficar muito claro. E, internacionalmente, estamos a ficar cada vez mais isolados devido à nossa posição de apoio à Ucrânia", afirmou.
