O ex-major do Exército dos EUA Nidal Malik Hasan será executado por um pelotão de fuzilamento, mas a execução não será transmitida pela televisão, anunciou o presidente Donald Trump nesta quinta-feira (15).
A declaração descarta a possibilidade de exibir publicamente a execução, como havia sido cogitado anteriormente.
Trump chamou Hasan de "traidor" e "homem muito mau e perverso". Segundo o presidente, ele matou 13 pessoas, incluindo uma soldado grávida, e feriu outras 32 durante um ataque a tiros na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009.
Trump também criticou o governo do ex-presidente Barack Obama. Segundo ele, o FBI havia interceptado comunicações eletrônicas entre Hasan e Anwar al-Awlaki, clérigo radical sunita de origem iemenita-americana.
Após analisar as mensagens, porém, os investigadores concluíram que elas não representavam uma ameaça. Trump classificou o caso como "uma das maiores falhas de inteligência".
"Dito tudo isso, acredito que transmitir a execução para o mundo inteiro poderia ter servido como um poderoso fator de dissuasão e permitido que o mundo testemunhasse como os Estados Unidos lidam com terroristas e escória como Hasan", disse.
"Ele será executado, como planejado, por um pelotão de fuzilamento, mas a execução não será transmitida", esclareceu o presidente.
Ele acrescentou que os familiares diretos das vítimas de Hasan poderão presenciar a execução pessoalmente, se assim desejarem, enfatizando que eles merecem "testemunhar a justiça sendo feita".
Fuzilar um homem de cadeira de rodas
Hasan, de 56 anos, foi condenado à morte em agosto de 2013 após ser considerado culpado de 45 acusações de homicídio premeditado e tentativa de homicídio premeditado.
Em novembro de 2009, ele abriu fogo em Fort Hood, matando 13 soldados e ferindo outros 32.
A execução está marcada para 3 de dezembro e será a primeira execução militar nos Estados Unidos em 65 anos (desde abril de 1961) e a primeira vez que as Forças Armadas dos EUA usarão um pelotão de fuzilamento em 81 anos (desde 1945).