
Plano de execução militar pública pega Pentágono de surpresa

O anúncio do secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, de que o fuzilamento do ex-major do Exército Nidal Malik Hasan será público surpreendeu autoridades do Pentágono e do Exército, informa a CNN.
A decisão provocou rejeição entre militares da ativa e veteranos, além de críticas de parlamentares.

Hegseth indicou na quinta-feira (8) que a execução de Hasan, aprovada pelo presidente Donald Trump, será na base militar de Fort Hood, no Texas, com a possibilidade de ser vista pelo público.
"Ele será fuzilado por soldados, como deve ser, e garantiremos que as pessoas possam ver, que seja público, porque elas precisam entender que essas coisas têm consequências graves", disse o secretário.
A proposta surpreendeu os integrantes das Forças Armadas e provocou críticas tanto de republicanos quanto de democratas. O vice-presidente JD Vance duvidou que a transmissão pública se concretize, mas acrescentou que, se ocorrer, não vai assistir.
Fuzilar um homem de cadeira de rodas
Um oficial do Exército dos EUA com várias missões no Oriente Médio questionou a decisão e alertou para suas possíveis consequências para os militares.
"O dano geracional de permitir que soldados fardados fiquem de pé diante de um homem de cadeira de rodas e o vejam ser morto a tiros é irreparável", afirmou.
Hasan, de 56 anos, foi condenado à morte em agosto de 2013 após ser considerado culpado de 45 acusações de homicídio premeditado e tentativa de homicídio premeditado. Em novembro de 2009, ele abriu fogo em Fort Hood, matando 13 soldados e ferindo outros 32.
A execução está marcada para 3 de dezembro e será a primeira execução militar nos Estados Unidos em 65 anos (desde abril de 1961) e a primeira vez que as Forças Armadas dos EUA usarão um pelotão de fuzilamento em 81 anos (desde 1945).

