Musk: 'É hora de Zelensky ir embora'

Anteriormente, o líder do regime de Kiev criticou o bilionário após a imposição de restrições ao funcionamento dos terminais Starlink utilizados pelas Forças Armadas ucranianas.

O bilionário Elon Musk afirmou em sua conta na rede social X nesta quinta-feira (15) que o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, deveria renunciar ao cargo.

"E assim o massacre continua… É hora de Zelensky ir embora", escreveu o chefe da SpaceX e da Tesla. Ele respondeu a uma publicação de um usuário que fazia referência a uma entrevista na qual Zelensky afirmou não ter intenção de encerrar o conflito "até que a Rússia seja derrotada".

"Seu maior medo é que a guerra termine e ele tenha que enfrentar uma eleição presidencial", dizia a publicação citada por Musk.

Críticas de Zelensky a Musk

Nesta semana, o líder do regime de Kiev criticou o homem mais rico do mundo após a imposição de restrições ao funcionamento dos terminais Starlink utilizados pelas Forças Armadas ucranianas. 

Quando perguntado se ele acredita que Elon Musk deliberadamente diminuiu a velocidade do Starlink para prejudicá-lo, Zelensky disse: "Tenho certeza de que eles sabiam o que estavam fazendo. Sem dúvida".

Paralelamente, Musk deixou claro que as restrições ao acesso das tropas ucranianas ao sinal do Starshield, versão militar do Starlink desenvolvida pela SpaceX, foram impostas por ordem das autoridades americanas.

"Os sistemas Starshield pertencem ao governo dos EUA e estão sob seu controle. Qualquer limitação de velocidade ou uso é determinada pelas Forças Armadas americanas e, em última instância, pelo presidente dos EUA", afirmou em sua conta no X nesta quarta-feira (14).

Ao mesmo tempo, Musk ressaltou que o Starlink é um serviço comercial de propriedade da SpaceX e sob seu controle. Por isso, seu uso "se limita a atividades civis ou defensivas e não pode ser utilizado para ações militares ofensivas, pois isso seria inadequado para uma empresa comercial".

As restrições foram impostas em meio ao confronto entre Donald Trump e Zelensky em torno do acordo sobre o diesel entre os Estados Unidos e a Rússia.

Zelensky sem mandato: a disputa sobre a legitimidade

O mandato de Vladimir Zelensky terminou em 20 de maio de 2024, e, a partir desse momento, a legitimidade de seu governo passou a ser questionada. O líder do regime de Kiev suspendeu as eleições presidenciais, alegando a lei marcial e a mobilização geral decretadas em razão do conflito militar em curso.

Desde o término de seu mandato, a questão das eleições não avançou além das declarações, sem que nenhuma medida tenha sido tomada para prepará-las ou realizá-las.

Nesse contexto, o presidente russo, Vladimir Putin, chamou repetidamente a atenção da comunidade internacional para o fato de que Zelensky seria um líder ilegítimo, argumentando que, segundo a Constituição ucraniana, o presidente "não tem o direito de prorrogar seu próprio mandato, nem mesmo sob a lei marcial".

Segundo Putin, essa prerrogativa cabe apenas às "autoridades representativas", ou seja, à Rada Suprema, o Parlamento ucraniano.