O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, acusou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, de pressionar e chantagear "chefes de Estado e de governo de vários países para que mudassem seu voto contra o bloqueio na Assembleia Geral das Nações Unidas", em uma publicação no X na quarta-feira (14).
Rodríguez afirmou que "com suas repetidas mentiras e novas ações", Washington "está tentando silenciar o ato de punição coletiva que está cometendo contra o povo cubano e tornar o resto da comunidade internacional cúmplice dessa barbárie".
Cerco dos EUA contra Cuba
- Em 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declara uma "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo a Casa Branca, Cuba representaria para a segurança do país norte-americano e da região. O texto acusa o governo cubano de se alinhar a "países hostis", de abrigar "grupos terroristas transnacionais" e de permitir o emprego, na ilha, de "sofisticadas capacidades militares e de inteligência" da Rússia e da China.
- Com base nessas alegações, foi anunciada a imposição de tarifas aos países que vendem petróleo à nação caribenha, além de ameaças de represálias contra aqueles que agirem em desacordo com a ordem executiva da Casa Branca.
- A medida ocorre em meio a uma escalada entre Washington e Havana, que tem rejeitado sistematicamente essas alegações e advertido que defenderá sua integridade territorial. O presidente de Cuba respondeu que "esta nova medida evidencia a natureza fascista, criminosa e genocida de uma quadrilha que sequestrou os interesses do povo norte-americano para fins puramente pessoais".
- Em 7 de março, Trump anunciou que "uma grande mudança chegará em breve a Cuba", que, segundo acrescentou, está chegando "ao fim do caminho".
- No dia 25 de setembro, a CBS News noticiou que o Exército dos EUA está se preparando para uma possível ação militar contra Cuba.
- No dia seguinte, Trump descartou a possibilidade de uma operação militar, afirmando que só quer "abrir" a ilha para seu povo.